Fogueira



Não é Junho, mas quando aconteceu era.
Você escolhe o ano. Pode ser 2008 ou 2009. Nem antes, nem depois.

Ele estava cercado de amigos, como sempre. Lá, o clima é seco, e as fogueiras são sempre bem vindas. Ainda mais nessa época de frio. Em algum lugar, não muito longe de onde ele estava, a moça da foto estava deitada, olhando pra aquele céu imenso, e com incontáveis estrelas, pensando.

Lá estava o rapaz, vestido com sua blusa de lã listrada vermelho e preto, sentado em volta da fogueira. Levantou pra buscar uma bebida que combinasse com aquele dia frio em volta daquela fogueira. Voltou. Tirou o celular do bolso pra ver as horas. E foi nessa hora, que passaram umas crianças correndo, e esbarraram nele.

Foi tudo muito rápido. Ele estava bem. A bebida já estava no chão. E o celular na fogueira. Queimando. Mas arriscou. Conseguiu tirar o celular do fogo. Sem vida, mas conseguiu.

O problema não era o celular queimado. Era a única foto dela que estava lá, ter queimado também. O celular, a foto, e a única lembrança viva que ele tinha dela queimaram juntos, naquela fogueira de Junho.


Mas tudo o que é seu, a vida dá um jeito que volte pra você.


@Kamilacomka

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Um comentário:

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