Desculpas Formais


Se tem uma coisa que eu sinto realmente saudade, é de escrever sempre.
Vocês que me acompanham, sabem a reviravolta que eu tô vivendo. Mudei toda a minha vida, e pra melhor, graças a Deus. Só que no meio disso tudo, meu tempo ficou mais do que apertado, agora faço faculdade, cuido das coisas de casa, e ainda batalho na República. 
Como meus horários da faculdade são super bagunçados, tenho aulas em horários alternados, e isso complicou ainda mais pra fixar qualquer coisa na rotina. Conclusão: Só ligo o computador de domingo e segunda, praticamente, aí o blog acabou um pouco abandonado. 
O que eu queria dizer é que, não, eu não desisti do blog.  Gosto muito, e continuo anotando tudo pra assim que der postar aqui. Só que por enquanto numa frequência menor, pelo menos por enquanto. 

Mas os projetos, a vontade de escrever e o blog continuam.

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Morando numa República em Ouro Preto

Morar fora de casa já é uma aventura, ainda mais se for morar em República. Em São Paulo, (e na maioria dos lugares que eu conheço), República funciona como um apartamento que você divide com algumas pessoas, mas aqui em Ouro Preto República é algo completamente diferente, aqui República é mais do que a sua casa, quase uma segunda família.

Ouro Preto é uma cidade movida por turismo, e pela UFOP. A UFOP como várias outras universidades é dividida em escolas, e a mais antiga dela é a Escola de Minas, onde eu estudo. Ela foi fundada em 1876, e é uma das escolas de engenharia mais antigas do Brasil, junto com a Escola Politécnica da UFRJ.

Aqui são mais de 300 repúblicas, tanto particulares como federais. Algumas, normalmente as federais, tem mais de 90 anos, e assim que você chega na sala da República, tem um quadrinho de cada morador que  passou pela casa. Os Ex-alunos costumam voltar em festas ou ocasiões especiais, continuam tendo vínculo com a casa. Mas quando o Ex-Aluno chega na república, seu  quadrinho precisa ser virado, pra representar que ele está na casa.

Mas não é só chegar que você já é morador. Você passa por um processo chamado Batalha. Nele, os moradores da casa avaliam se você tem um bom relacionamento, responsabilidade, boa vontade pra manter  a casa e a harmonia com os moradores. Afinal, quase todo mundo acabou de sair da casa dos pais, onde  tudo era mais fácil né?

Na República que eu moro,  faz parte da minha batalha fazer alguns reparos na casa, como arrumar os armários, lavar a maquina de roupas ou trocar o varal. Também ando na rua com uma plaquinha indicando em qual república eu moro e pra virar moradora da casa um dos meus desafios é o de arrumar 200 assinaturas na minha plaquinha. É difícil, mas o bacana é que assim a gente conhece mais gente, ainda mais  eu que cheguei aqui sem conhecer ninguém. Também faz parte das regras da república ir nos Sociais. Eles geralmente são pequenas festas onde uma república interage com a outra, pra se conhecer. E as repúblicas tem até Hino. Mas ninguém  é obrigado a beber, bebe quem quer, pelo menos nas repúblicas particulares a maioria é assim.


No período de Batalha a gente ganha um apelido. Eu ainda não recebi o meu. Mas é por esse apelido que você vai responder em Ouro Preto, e todo mundo vai te conhecer por ele e quem te "batiza" são os moradores da república, geralmente quando você dá algum vexame.

O dia que você se torna morador da república, é chamado o dia da escolha, e você não fica sabendo até a escolha se vai se tornar morador ou não.  Esse dia é quando realmente ocorre o "trote" e te pintam de tinta como nas faculdades mais comuns. Ainda não fui em nenhuma escolha pra saber como é, então não vou dar detalhes agora, e sim na minha escolha, quando ela acontecer!

O tempo de Batalha varia de República pra República, mas a maioria  fica em no mínimo um semestre, que é o tempo de adaptação mesmo. Depois da escolha, você se torna Semi-Bixo, e seu dever é o de orientar o Bixo que acabou de chegar nas tarefas.

Faz pouco tempo que eu tô aqui, mas acho realmente legal poder participar de tanta tradição. As repúblicas aqui são realmente sérias, e existe até associação pra manter tudo na lei. É muito bacana imaginar o seu quadrinho naquela parede com tantos e tantos outros que já passaram ali. É viver história, nos melhores anos da sua vida, a faculdade.

Se você quer saber um pouco mais, dá uma olhada nesse vídeo aqui que explica direitinho toda a tradição.

Ficou com alguma dúvida? Deixa aí um comentário aí ou entra em contato comigo que eu vou ter o maior prazer em responder/ajudar ;)



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A Primeira semana






Parece que sempre que a nossa vida muda pra valer, a  gente fica atarefado demais. E mudar não foi diferente. Até agora parece que falta tempo, até pra escrever, mas vou tentar resumir minha última semana.
Saí de casa domingo 6:00, cheguei em Guarulhos umas 7:30 e fiquei lá esperando. E vou te contar: despedidas são a pior coisa do mundo. Dói demais  deixar alguém que gostamos muito. Mas faz parte da vida. E  lá fui eu.


Cheguei em BH  umas 10:30, mas até chegar na rodoviária e conseguir um ônibus, só saí de lá 13:00. Cheguei em Ouro Preto quase 16:00, e me deparei com a primeira mudança da capital pro  inteiror: a maioria das coisas não abre no domingo, e eu não tinha feito mercado pra vir pra cá, logo não tinha o que comer. Eu até tive a ideia de fazer mercado, até perceber que eu ia  pagar excesso de bagagem da mudança, então o mercado ficou como segunda opção, e acabei não fazendo. Encontrei uma doceria perto de casa e fui no doce mesmo.


Um pouco depois meu pai foi  embora, e a sensação era completamente estranha. Estar numa casa que as pessoas se conhecem e você não conhece ninguém. Mas aos poucos tudo se encaixa, e assim foi. Arrumei minhas coisas, pendurei umas fotos na porta pra saudade diminuir e passei o resto do dia com as meninas que moram comigo.


A s meninas da minha república são muito legais, e no domingo mesmo saímos pra fazer um social e comer num barzinho aqui perto. Pra minha surpresa, o lanche Bauru aqui é super diferente, vem servido num prato,  pena que não tirei foto. 


Segunda feira começou completamente fria, assim como os outros dias dessa semana. Era tanta neblina que quase não dava pra ver o  que estava na sua frente. As meninas aqui se vestem sempre com moletom e tênis. E advinha quem  trouxe pouquíssima roupa de super frio? Fazia um bom tempo que eu não usava essa dupla, só mesmo pra ir pra academia, no começo achei estranho, mas pro frio é "tudo de bom".
E estava  tanto frio que eu precisei  ir pra rua desesperadamente atrás de outro cobertor. Sou  muito friorenta, e pensei em trazer uma  coberta  menos volumosa, pra ocupar menos espaço, mas não adiantou  muito. 

Conheci a faculdade nessa neblina toda. Combinei de encontrar com uma menina da minha sala que eu tinha conhecido no Facebook e lá fomos nós. A UFOP tem vários prédios, e é bem grande, comparada a faculdade que eu fazia em São Paulo. 


Segunda teve o primeiro ROCK. Aqui, o pessoal chama festa de Rock. Os Rocks normalmente acontecem em alguma república, e com bebida a vontade. Paguei R$ 15, mas as meninas falaram que normalmente, os Rocks  são de graça, agora de onde que eles tiram dinheiro eu não sei. O pessoal daqui bebe bastante, fiquei até um pouco assustada. Bebo socialmente, nunca fiquei bêbada ou dei PT. Mas vai de cada um, ninguém aqui te obriga a beber, bebe quem quer. Não aguentei ficar até o final do Rock, eu tinha aula no dia seguinte, e não quero me perder na matéria tão cedo!

De terça até agora, eu fiquei basicamente atrás das coisas da faculdade, ou o que faltava pra minha sobrevivência como adulta-sem-mãe.  Estava tão frio que só saí de casa no necessário mesmo. Fiz mercado, fui no banco, nos correios, na livraria. Até agora almocei sempre no Restaurante Universitário, é pertinho de casa, o preço é legal e a comida gostosa.  Ainda não terminei de organizar tudo o que eu preciso, como academia, ou até aprender a  fazer mercado direito e  me controlar (ele já tá acabando). 



Hoje o frio deu uma diminuída e eu  animei de sair de casa pra alguma coisa  que não fosse ir pra faculdade. Fui no centro resolver uns problemas, acabei almoçando no Subway (<3) e como o lugar que eu precisava passar estava em horário de almoço, dei uma enrolada por lá. O Centro de Ouro Preto é todo histórico, onde provavelmente você se lembra das páginas do seu livro de história. 


No dia da minha matrícula, eu achei esse lugar e me apaixonei completamente. Adotei ali como meu lugar preferido em Ouro Preto, e como o dia estava lindo, passei um tempinho ali, só apreciando a vista. Pena que a fotografia não consegue passar tudo o que tem lá. Mas se um dia vier a Ouro Preto, não deixe de visitar viu?

Me perdi um pouco pra voltar pra casa, mas faz parte. Tudo é muito novo. Mas consegui voltar. 
A  novidade da vez é o 12. Dia 12 de Outubro é aniversário da Escola de Minas, a escola mais antiga da UFOP. Dizem que é uma das melhores festas do ano, tão esperada quanto o carnaval. 
Se é ou não, eu ainda não sei, mas que estou amando Ouro Preto, ah, isso eu não tenho dúvidas.


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Vida é o que você escolhe viver


"Saudade é o preço que se paga
por viver momentos
inesquecíveis"

A primeira lembrança que eu tenho de São Paulo, é eu subindo os degraus da escada que nem existe mais, e dar de cara com uma casa com cheiro de tinta fresca, toda branquinha e quase vazia. Só tinha um computador no piso da sala, e ali mesmo eu deitei e comecei a brincar no primeiro aparelho da minha casa nova. Isso provavelmente foi em algum dia de 2000. 

E tanta coisa aconteceu em 13 anos. Estudei em tantas escolas, li tantos livros, escutei tantas músicas, vivi tantos momentos, conheci tantas pessoas. Seria impossível dizer o nome de cada uma delas nesse texto ou contar tudo o que eu vivi aqui. Precisariam de outros 13 anos. 

Mas nada paga o prazer que é viver a vida. Viver cada conquista, cada risada, cada beijo de amor, cada abraço de mãe, cada pirraça de irmão, cada amigo doido, cada prova da escola, cada livro lido, cada pedacinho de vida que existe na gente.

Mas sabe o que é mais estranho?  Saber que parte do que eu conheço como mundo, não vai mais estar tão perto de mim. A gente constrói a vida todo dia um pouco. Quando arruma um hábito, quando quebra uma regra. Vida é o que você escolhe pra viver. E não me arrependi.

Tive a sorte de conhecer pessoas maravilhosas e poder conviver com todas elas da melhor forma possível. Umas a mais tempo, outras a menos. Mas todas me marcaram de alguma forma. E eu só tenho a agradecer cada uma dessas pessoas por tudo. 

E a vida sempre vai continuar...as vezes com umas coisas mais diferentes, outras menos. Pessoas vão e vem, mas quem tem que ficar fica, ou fica inesquecível na memória.

Chorei em cada cartinha de despedida que eu recebi e agradeci de novo por ter a oportunidade de viver tudo isso, e tudo o que eu ainda vou viver nessa aventura que é fazer faculdade fora de casa.E ainda tem todo o aprendizado que é morar numa casa com pessoas que você não conhece e aprender a fazer tudo. Aprender a viver. Aprender a viver com saudade.

E que venha meu primeiro dia em Ouro Preto, na Federal, na vida que eu sempre quis.

"Quando você escolhe seu futuro
o presente inevitavelmente 
vira passado"



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[Projeto] 4 on 4: Outubro

Mais um mês começa, e já temos outro 4 on 4!

 O tema do mês é bem divertido: Dia das crianças! E olha, pensa num tema com  tanta coisa pra fotografar! Foi  com certeza uma época muito marcante, procurei algumas coisas que eu ainda tenho, mesmo com tanta coisa perdida por aí. Sinto uma saudade imensa dos anos 90 e tudo mais. Ê saudade. Chiquititas, sexta era o dia do brinquedo, brincar de pic-americano...


Esse quadro  fica no escritório do meu pai  desde 1997. Foi uma das primeiras pinturas que eu fiz na escola, e olha se não é uma casa? hahah Acho que eu já tinha a arquitetura na veia hahahah


O  fantástico mundo dos gibis da turma da  mônica! Passei grande parte da minha infância acompanhando os quadrinhos. Eu sempre comprava os Gibis em sebos, então era normal eu ter uns bem antigos, até mais velhos que eu. Foi uma época muito legal. Eu viajava nos Gibis, e até hoje ainda tenho alguns. E nem preciso dizer que a Magali era a minha favorita né? hahah


Eu não seria eu se não falasse da casa da minha avó em qualquer texto que fala sobre infância. Já falei aqui várias vezes, e lá me transformou na criança mais feliz do mundo, brincando com  meus primos, ou na rua, com uma liberdade que só o interior sabe dar. Foi uma experiência maravilhosa ter um pouquinho de menina do interior em mim.


Bom, e agora vem o brinquedo mais desejado da minha infância, sim, ele, estrelando: o patins! Quando eu tinha uns 8 anos, era doida pra ter um patins. Minhas primas do interior tinham e eu babava muito quando via elas andando. No interior era mais fácil, a gente podia brincar na rua,  aí elas ficavam no patins e eu ficava na bicicleta. Mas eu achava patins o máximo, até as moças do mercado usavam, e aí começou  a minha saga pra ganhar um patins. Meu pai achava muito perigoso, então me deu um patinete de consolo. Na época, eu acabei entendendo, mas assim que tive uma chance, não resisti. Comprei meu patins quando eu tinha 12 anos, e nem consegui usar ele lá em Minas. Até dei umas arriscadas aqui em Sampa num parque, mas  ainda não aprendi a andar completamente (acho que por falta de companhia, acabei desanimando). Mas ele continua firme e forte aqui em casa aguardando mais dias no parque hahah

É pessoal, essa foi uma pontinha da minha infância. Não deixa de dar uma olhada nas aventuras da Luisa do Llaranja'S, da Bruna do Cappuccino e Bobagens e da Dani do Maís Cafeína

E  você? O que mais gostava de fazer na infância? :)

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Playlist: Arrumando as malas


Essa coisa toda de mudança ainda vai tirar um pedaço meu. O dia finalmente tá chegando (é domingo!) e a ansiedade além de tomar conta de mim, agora tá vindo acompanhada da saudade antecipada. Despedidas são difíceis. Parece que passa tudo o que a gente já viveu na nossa frente, e mais  um pouco.

Passei a semana inteira arrumando as malas. E criei essa playlist. Ela é meio melancólica, com umas músicas nostálgicas, outras mais felizes. Mas a maioria são aquelas músicas de violão, com  melodia gostosa sabe?
Mas aviso desde já: se estiver num dia mais emocionado (ou se mudando, que nem eu) , há possibilidade de choro!



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