Tchau Maio!



Hoje eu passei o dia pensando em coisas que estão ao meu alcance pra me animar. Tentei começar "Cidades de Papel" do John Green, que a maioria das pessoas fala super bem, mas minha distração e o medo de ser mais um romance que me desanimaria chegaram antes que eu terminasse o primeiro capítulo. De qualquer jeito, assim que eu terminar esse post vou tentar voltar a ler.

Sexta pra mim anda sendo um dia complicado. Tenho dispensa da matéria de hoje, então acabo passando o dia adiantando trabalhos ou ficando à toa, que foi o caso de hoje. Tinha combinado com uma amiga de ir numa festa agora a noite, mas ela acabou desanimando, então vou ficar por aqui, escrevendo mesmo.

Minha primeira ideia foi a de tentar escrever um livro. Na verdade, ela surgiu enquanto eu tentava ler Cidades de Papel distraída. Fiquei imaginando qual seria a história que eu ia gostar de ler nessa situação. O tempo por aqui voltou a ficar ruim, e a alternativa era ficar dentro de casa, até mesmo pra não ficar gripada. A ideia de história eu até tenho, mas não sei se estou preparada pra tentar entrar num projeto dessa dimensão, quem sabe mais pra frente né?

A segunda ideia continua sendo algo que mude minha aparência e dê um Up na minha auto estima. Eu tenho essa mania de achar que se eu conseguir começar mudando algo em mim, os outros aspectos vão mudar mais rápido depois. Semana passada tentei entrar na academia, mas o professor teve um problema e estava afastado. Essa semana tentei cortar carboidratos e alimentos mais gordurosos. Deu certo até ontem, quando acabei me afundando na onda da TPM e ido direto pro chocolate.

Dormi um pouco a tarde e quando acordei lembrei que teve uma época ano passado que estava meio pra baixo e tentei ficar pintar meu cabelo. Comprei todos os produtos e fui no salão. Quando cheguei lá, fiz teste de mechas e meu cabelo não passou. Fiquei arrasada. Parece até que é Lei de Murphy: quanto mais você busca uma coisa, mais ela foge de você.

Minha terceira ideia, e talvez a mais acessível, é a de passar uma semana na casa dos meus pais, em São Paulo. Sei que minha mãe não tem o poder de resolver meus problemas, mas ir pra lá vai me trazer a sensação de carinho, vai me acalmar. E os calmos conseguem ver mais soluções do que os desesperados.

De qualquer jeito, Maio já está acabando. (E espero que com ele minha maré de azar também). Sei que Junho não vai trazer de volta o que Maio deixou. Não vou ter de volta os dias de academia que perdi, nem poder ir atrás do que deixei ir embora. Sei que também não vou ter meu vazio preenchido. Mas o que Junho pode e deve trazer é a esperança de que eu viva muito mais, que eu aproveite o tempo que terei, e quem sabe, nessas andanças esqueço desse vazio com algo novo.

Que Junho compense Maio com amor. Vem com tudo Junho, estou pronta pra melhorar.

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Looks para torcer pelo Brasil na Copa


Maio finalmente está acabando, e Junho, vem com tudo. Independente de ser a favor ou não da copa, e nem de ser chegada a futebol, adoro a energia positiva de ver todo mundo ali, torcendo pra bola chegar ao gol. Acho que (infelizmente) é o único momento que nos juntamos como patriotas atrás de um objetivo.

Acontece que eu como mocinha desligada de futebol, só sei o que acontece na copa, e olhe lá. Só tenho uma camiseta personalizada do Brasil, e os ventos não estão a favor das compras. (Lembra da promessa né?)

E vamos à clássica busca das cores verde, amarelo e azul no armário, e de como combinar pra ficar harmônico. Mas pra quem tá sem inspiração,vai aqui algumas sugestões, algumas com peças básicas, outras mais trabalhadas, mas principalmente peças versáteis, que não ficam no armário esperando a copa seguinte.








Tentei variar um pouco a postagem de hoje, até mesmo pra que eu fizesse algo diferente dos meus diários. O que vocês acharam? Gostaram?

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Só falta você


Se você espera um texto que fale de um amor não correspondido, ou de alguém que foi embora, pode dar a meia volta. O texto de hoje é sobre a história da minha música favorita.

 A que foi trilha sonora de quase todos os meus momentos dos últimos cinco anos. A que eu me lembro de escutar no carro voltando da escola no terceiro ano, na estrada indo pra casa da minha vó, na rede da casa da minha tia vendo as estrelas, no avião esperando pra vir pra Ouro Preto, sozinha cantando e dançando loucamente, quando fiquei triste porque não passei na prova da USP, ou quando fiquei feliz porque passei na UFOP. A que passou por Vinicius, Guilherme, Henrique, Luiz e vai passar por outros nomes clássicos. Aquela que metade das pessoas que escuta lembra de mim, e quem escutar depois de ler também vai lembrar. Primeiro porque quase ninguém elege uma música sertaneja como sua favorita. Segundo que quem elege enjoa. (E eu não sei como não enjoei até hoje).

A primeira lembrança que me vem na cabeça  dessa música como trilha sonora da minha vida, foi uma noite de 2009. Não lembro o mês, mas estava muito frio em Bocaiúva, e eu estava esperando pra voltar pra casa. Meu mp3 tinha pilha pra só metade do caminho, mas eu sabia que a outra metade eu estaria dormindo. Lembro de ter pego minha manta e me coberto, e ido pra grade da rodoviária, ver as estrelas e observar a estrada. A rodoviária de Boc tem essa vantagem: junta as duas coisas que me fazem pensar num só lugar.

E foi ali a primeira vez que entendi o significado de "Tô de olho na estrada esperando você". Qualquer dia desses eu vou te contar que essa grade ainda tinha mais um mistério, mas hoje não. Diferente do que fala a música, o que eu sinto escutando ela é como se alguém sentisse minha falta, como se alguém a cantasse pra mim. Voltei pra São Paulo com Só falta você no modo Repetir, e nunca mais saiu da trilha sonora da minha vida.

No meio tempo disso tudo, lembro de vários momentos que adoraria contar, mas que talvez só tomem tempo e não acrescentem em nada. Dias felizes, dias tristes. Lembranças boas e ruins. Lá estava essa música pra me consolar, ou me fazer pular de alegria. Mas principalmente pra me dar a nostalgia de bons momentos.

E de vez em quando, numa dessas minhas crises, ela surge no iPod, me fazendo lembrar que já passei por altos e baixos, mas que no final das contas, as lembranças que ficam mesmo, são as boas. Porque eu "Posso até fazer de tudo pra você voltar, e mudar minha rotina só pra te agradar" mas se não for pra acontecer,não adianta desafiar o "meu destino, meu passado, presente e futuro".

E provavelmente o mais importante: essa música tem o poder de "Me tirar dessa agonia de te esperar", e deve ser por isso que eu não me canso de escutar.

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Tentativas



Hoje o dia começou aberto. Apesar de ter algumas nuvens cinza, nada se compara ao dia de ontem. Hoje acordei até com mais energia pra fazer as coisas. Cheguei até a arriscar sair de casa de shorts, o que não fazia ha um bom tempo: (A qualidade tá péssima por causa do celular que tá quebrado T.T)



Logo depois do almoço, vagando pela internet, li umas resenhas de livros que me interessaram. Lembrei de quando morava em São Paulo, e passava horas e horas nos sebos garimpando livros. Hoje em dia compro pela internet e tudo chega em casa, mas sei lá, eu gostava de ir, pegar nos livros, ler a sinopse e pensar que aquele livro que tava na minha mão já tinha passado por outras histórias que eu jamais saberei. Bom, do mesmo jeito que comentei que ia tentar voltar a escrever, quero também voltar a ler sempre.

Nesse mesmo horário, acabei ficando um pouco chateada com um pessoal, mas besteira. Outra coisa que quero mudar em mim é isso:  fazer questão só de quem me quer por perto. To um pouco cansada de gente que me quer por perto só quando é conveniente, segunda opção ou interesse. Hora de me importar menos...

Depois disso o dia acabou não rendendo muito. Primeiro tentei ler um livro, mas não consegui, aí acabei indo pro mercado comprar doce e fugir da dieta. Melhorei um pouco e fui pra aula, que acabou mais cedo e depois fui numa pastelaria com dois amigos da sala pra comer.

Essa minha fase meio pra baixo me faz pensar se fiz bem em sair de São Paulo e vir pra cá. Não me arrependo pois jamais saberia como teria sido se não tivesse vindo, e cada momento que vivi aqui foi único. Não sei. Ainda estou confusa. Hora de dormir, chega de tentativas por hoje.

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Transformar cinza em cor


Sabe, eu me irrito mais em escrever coisas tristes do que qualquer pessoa que leia. Me irrita ter sido inocente de novo. Detesto perder o controle de qualquer situação, ainda mais quando se trata dos meus sentimentos. Mas o tempo vai passar, e o que vai ficar é só o que foi bom.

Se ontem o dia amanheceu feio, sem querer ser pessimista, mas hoje amanheceu mais feio ainda (o que deixou o dia mais depressivo, pra minha tristeza). O céu passou o dia inteiro branco, e Ouro Preto toda nevoada. Meu maior medo é de que os próximos dias continuem assim. Dias bonitos iam me ajudar muito a animar.

Acabei não fazendo nada de extraordinário. Fui no médico de manhã, dormi um pouco a tarde e depois fui passear com a Paula, uma amiga minha no centro.


Nessa hora o tempo tava um pouco melhor (e o filtro do instagram também ajuda), fomos resolver algumas coisas da república dela. As meninas de lá estão colocando uma plaquinha que nem essas da foto, e fomos ver como tá a arte. Foi a hora mais colorida do dia, e também a que mais me diverti.

Depois voltei pra casa, me arrumei pra aula, e cá estou, terminando mais um diário, e indo dormir ao som da chuva. E pra amanhã tentar mais uma vez transformar cinza em cor.

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Desapego


Hoje o dia amanheceu cinza, desses bem nublados, com cara de domingo de feriado, que tudo o que se tem pra fazer é ficar em casa comendo brigadeiro e vendo um bom filme. Alguns amigos meus voltaram pra casa e os que ficaram aqui estão dormindo. E como eu quero voltar com esse hábito de escrever, porque não tentar agora não é?

Mas primeiro quero que você me imagine. Estou em casa, deitada na cama de pijama escutando "Acima do sol" do Skank e pensando em como resumir minha vida desde a postagem de Fevereiro. Não sei nem por onde começar, e na verdade estou escrevendo pra ver se entendo onde cheguei e porque parei de escrever.

Tive um começo de ano maravilhoso. Entre minhas idas e vindas de Ouro Preto pra São Paulo, tive mais momentos bons do que ruins. Apesar da universidade estar em parte de greve,o que inclui eu estar me virando pra cozinhar (miojo) ou comer fora quase todos os dias, o mais difícil que eu passei foi conviver com a estranheza de morar sozinha.

Mas parece que Maio me desabou.

Sinto meus amigos distantes, e não sei com quem conversar algo tão delicado como a minha saúde. Eu não quero assustar ninguém, e nem passar a ideia de que estou morrendo. Até porque eu não estou. Mas eu tenho dois nódulos e sei que preciso tratar. E eu queria conseguir conversar isso com alguém.

Sinto falta de comprar roupa, apesar de não sentir necessidade nenhuma: meu armário continua borrifando. Outro dia li uma matéria que dizia que nós usamos 20% das roupas do nosso armário o tempo todo, e que os outros 80% ficam encostados. O desafio é fazer o oposto, e é o que estou  tentando. 

Tenho mais de dez livros que estou mais do que ansiosa pra ler. E por algum motivo, comecei todos eles e parei lá pela página 100. Não sei se á alguma falha de concentração ou qualquer coisa. Preciso dar um jeito nisso. 

Nunca deixei de ler os blogs que eu acompanhava. Só que agora acompanho eles por um app, que não colocaram como comentar ainda. Acho legal ver o crescimento do pessoal que tem blog desde a época que eu. 

Percebi que me sinto mais carente, e que ás vezes, tudo o que se precisa é um abraço. Por causa dessa fase, passei a me apoiar muito nas pessoas que me cercam, aqui em Ouro Preto. E às vezes, acabei me apoiando em algumas pessoas erradas, e agora lá vou eu aprender a desapegar de novo. Não é uma reclamação, afinal, toda tempestade tem seu arco-íris não tem?

Claro, tive momentos maravilhosos como a trilha que fiz pro Pico do Itacolomi ou as noites que passei depois da aula indo pra casa dos meus amigos brincar de "Quem sou eu", o novo pessoal que conheci, os rocks, e até alguns raros momentos românticos. 

Mas a gente não vive de passado. A gente vive de presente e busca o futuro. Eu quero desapegar da tristeza.

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Recomeçar



Faz quase um mês que eu penso em como começar esse texto, e parece que a cada frase que eu tento escrever, somem mais três que pensei. Não que minha mente esteja vazia, acho que ela está é com pensamentos demais.


Estou confusa.


Não me arrependo das escolhas que fiz, sei que talvez seja uma fase, TPM, ou a solidão de estar sozinha longe de casa. Sinto falta dos meus pais, dos meus amigos de mais de 10 anos, e das coisas que deixei pra trás. Mas sabe do que eu sinto mais falta? De escrever todos os dias, aqui.

De tempos em tempos a gente perde inspiração. Sempre tive dificuldade em me expressar desde os meus sentimentos até minha fala, e a escrita me ajudava bastante nesse ponto. Mas ainda assim parece que as palavras não conseguem chegar em mim, e eu me afogo entre meus sentimentos e tudo o que não consigo dizer por medo de perder as pessoas. Aí fico pensando e pensando e pensando no mirante da UFOP (da foto que abre o post).

Tem dias que eu queria chorar, só pra sentir esse sentimento sair de mim, acabar, mas meu orgulho é tanto, que não consigo. Faz mais de um mês que eu tento escrever esse texto, e só hoje consegui escrever umas poucas palavras que fizessem sentido. Quero que essa fase ruim acabe logo, mas eu já entendo de recomeços, e sei que o melhor caminho dessa vez vai ser ir atrás de mil coisas que me farão feliz, mas que por medo numa fui atrás. 

Quem sabe fica loira ou saltar de pára-quedas? Aíi fica por conta do destino. Mas o mais importante eu já sei: depois de toda tempestade vem um arco-íris. 

Quando acontece uma coisa ruim, a vida manda cinco coisas boas pra compensar, e é nessas cinco coisas que estão por vir que você tem que se apegar.

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