Dias leves


Sabe quando você sente que um dia vai sentir saudades de tudo o que está acontecendo? Pois é, estou assim de um tempo pra cá. Devagarzinho as coisas estão mudando. Mas o melhor eu percebi que acontece nas coisas que não planejamos. 

Esperei a quinta feira com toda a minha força, e no fim choveu e nada aconteceu. Sexta saímos de casa à toa, e aconteceu tudo na sexta! Fomos em um aniversário que ficou pra história, morremos de rir e nos divertir, e voltamos com aquela sensação de dever cumprido!

Sábado acabou sendo assim também. Fomos no aniversário de uma república amiga, mas já estávamos cansadas da sexta. Hoje, o dia foi leve. Fomos no mirante da UFOP, tiramos umas fotos, depois fomos almoçar num restaurante legal, tomamos açaí com uns amigos nossos...

Foram dias tão leves. Me fizeram esquecer os problemas que tive nos últimos meses. Percebi que aos poucos estou me reerguendo. Final de Setembro faço novos exames pra saber se continuo o tratamento ou se opero. Tento pensar nisso o mínimo possível, e esse final de semana eu esqueci completamente disso. 

O mais importante disso tudo, é que eu passei momentos dos quais não quero esquecer. Ri até a barriga doer, dancei até o chão, cantei até minha voz acabar, dei uma escapulida na dieta, conheci pessoas maravilhosas, fortaleci amizades sensacionais. Não tenho palavras pra descrever ou agradecer tudo o que eu sinto depois disso tudo. 

E que venham mais dias como esses últimos. Dias que sentiremos saudade, e lembraremos com o melhor sorriso do mundo. Dias leves.


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Um final de semana na Montanha


Ok, andei bem sumida esses dias. E apesar de ser só o começo do período, tenho mil projetos e planos pra organizar, e acabei ficando mais longe das redes sociais nesses últimos dias. Mas o post de hoje é pra falar de algo que aconteceu lá atrás, no começo de Agosto.

Eu e meus amigos de infância nos reunimos sempre que é possível. Crescemos juntos, mas a vida acabou levando cada um pra um lugar diferente, e é quase impossível reunir todos. Por isso mesmo que uma viagem como a que fizemos pra Montanha é tão importante pra mim. Passamos um final de semana num chalé em São Roque. Eramos muitos, mas curtimos demais como sempre.

E aqui vendo as fotos me bateu uma saudade das férias. Foi tudo tão leve, tão bom. Já pode voltar no tempo e viver de novo?



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Qual capítulo você quer viver agora?

Eu passei tanto tempo com medo das coisas que eu poderia viver, que quando superei, me deparei com a vida que eu sonhava ter há um ano atrás. Isso me fez pensar na minha forma de ser e o que eu quero pro meu futuro. Posso chegar onde eu quiser, desde que eu queira, lute, e não desista. Mas qual capítulo eu quero viver agora?

Quando sonhamos, as coisas parecem ser impossíveis. Você só sente vontade de fazer aquilo, sem ter nem noção de como. Até esse texto nasceu assim: com a vontade de escrever não sei o que. E com muito esforço e planejamento, os sonhos impossíveis vão se tornando menos impossíveis, e depois um pouco possíveis, possíveis e finalmente feitos. E o que vem depois que o sonho se torna realidade?

Novos sonhos.

Primeiro eu preciso pensar onde quero chegar. Largar medos, trabalhar mais e esquecer traumas. Um capítulo é sempre a continuação do antigo, mas a história nunca é a mesma. Quando um novo capítulo começa, você sabe que algo vai mudar, mas não sabe os rumos e nem como vai acontecer. Mas no livro da vida, a gente pode escolher o final e mudar os capítulos. E esse ciclo se repete sem fim.

Ficar sem rumo é normal. É quando precisamos parar e pensar o que realmente é melhor pra nós e o que devemos fazer. Às vezes demanda tempo, mas faz bem. Só que nunca devemos esquecer que quem decide nossa vida somos nós. Desde o que comemos, quem somos, a quem queremos ser. Podemos mudar quando quisérmos, desde que cada um esteja disposto a lutar por aquilo.

Escolha o que quer viver. O segredo é sonhar até conseguir. 

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Livro: Extraordinário

Título: Extraordinário
Autor: R.J. Palácio
Editora: Instrínseca
Valor: R$ 24,90 na Saraiva
Sinopse


August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade - um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

Resenha

O livro conta a história de Auggie, um menino que nasceu com o rosto deformado e se depara com o desafio de ir para a escola comum, no 5ºano. Acostumado a estudar em casa, seu principal obstáculo é quebrar o preconceito causado por sua deficiência e mostrar ás pessoas que ele é muito mais do que seu rosto diz.

Com leitura agradável, simples, aconselho o livro á pessoas de todas as idades. Narrado em vários personagens, a maioria deles crianças ou adolescentes, cada um mostra como lida com a deficiência de Auggie e como isso altera e ensina cada um em diversas situações. Gostei bastante do livro, é um daqueles livros que vale a pena ler e reler, de tão linda que é a lição que ele trás.


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Rotina


Ontem foi um dia imenso. Até esquisito. É ótimo rever os amigos, a casa. Mas parece que é só eu voltar pra Ouro Preto que minha mente trava, e eu perco um pouco o rumo das coisas. Dessa vez foi diferente das outras. Eu voltei com vontade de que as coisas mudem. Mas ainda me sinto perdida, sem saber por onde começar.

Essa semana faz um ano que eu vim pra cá pela primeira vez - no dia da matrícula. Acho que foi um dos dias mais felizes da minha vida. Estudar numa universidade federal, morar fora de casa. Era o começo de uma época maravilhosa, cheia de aprendizados. Eu fui embora de Ouro Preto completamente realizada.

E tanta coisa aconteceu nesse um ano, que eu nem teria ideia que podia acontecer tudo isso comigo há um ano e um mês atrás. A vida me deu uma ótima surpresa nessa oportunidade de começar tudo de novo num lugar diferente.

Mas se tudo anda tão bem, o que é isso que eu sinto e não sei explicar?

A faculdade caiu na minha rotina. A turma já não é novidade, encontro as mesmas pessoas nas mesmas festas, e com tudo isso, aparecem alguns problemas de curso, decepções e alguns desentendimentos. Mas cabe a mim pensar numa forma de mudar tudo isso ou aprender a levar da melhor forma possível. A rotina desgasta e nos faz perder o ânimo de continuar.

Vou me matricular em matérias novas, me dar a chance de sair com novas pessoas, conhecer novos lugares, quem sabe até tentar uma monitoria de alguma coisa, e tentar colocar pra fora, escrevendo aqui. São coisas completamente possíveis, e que só dependem de mim, assim como tudo o que aconteceu comigo há um ano atrás.

Fazer o recomeço não é fácil. A vontade de voltar e desistir é imensa. Mas é continuando que se chega no objetivo. Bom período pra mim, e força pra que tudo dê certo. 

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Meu histórico capilar e meu novo cabelo


Se tem um assunto que toca no meu lado pessoal, é o meu cabelo. Desde criança. Até meus 4 anos, meu cabelo tinha um cacheado bem definido e volume controlado. O tempo passou, e os cachos foram perdendo forma e ganhando cada vez mais volume. Fiz meu primeiro relaxamento com 5 anos, utilizando um produto para crianças. Foi assim até o dia que nem o relaxamento deu jeito no volume. 

E aí começou uma época de cabelo preso, que durou uns bons anos. Eu só soltava meu cabelo pra pentear e lavar, e detestava. E tinham aquelas piadinhas de escola sobre o meu cabelo, nada agradáveis. As coisas só começaram a mudar quando fiz 13 anos e minha mãe resolveu fazer uma escova progressiva em mim. Foi uma transição. Ela não deixou meu cabelo liso, mas me deu uma esperança no fim do túnel. Nunca fui fã de chapinha, mas desde então não vivi mais sem escovar meu cabelo. Minha segunda progressiva pegou, e eu achei o efeito das pontas enrolado tão bonito, que até fiquei assim um tempo.



Depois começou uma época de "traumas". Na minha terceira progressiva o cabeleireiro acabou com o meu cabelo e eu cortei curto. Fiquei bem chateada, até porque foi bem perto da minha festa de debutante, o que mudou todos os meus planos de penteado de "princesa", etc.


E como eu fiquei traumatizada, acabei ficando um tempo sem progressiva. Mas a raiz era bem volumosa, e contrastava demais com o resto do cabelo. Mas eu me virava fazendo escova em casa.


E aí aconteceu uma das coisas mais inimagináveis comigo. Meu pai tinha uma empresa que vendia cosméticos em Fortaleza. Ele comprava as mercadorias aqui e mandava pra lá. Um dia eu fui com ele numa revendedora buscar a mercadoria e os donos da marca estavam lá. Eles viram como o meu cabelo era, eu contei do trauma que tinha, e eles perguntaram se eu não queria ser modelo deles num workshop. Eu pirei! Modelo por um dia. E o resultado ficou maravilhoso:


O tempo passou e eu continuei usando o produto deles. Quando acabou o ensino médio, eu resolvi jogar uma tinta mais clara no meu cabelo, e passei um tempo quase loira. 



No fim, eu achei meio esquisito. Solução? Joguei uma tinta um tom mais escuro e esperar crescer até que a tinta virasse uma californiana. 


Terminei de escurecer meu cabelo um pouco depois. As pontas já estavam bem sofridas e eu queria que meu cabelo ficasse bem grande.


Em Fevereiro de 2013, fiz a besteira de relaxar meu cabelo de novo. No meu caso, como sou morena, eu utilizei um produto com base de Guarnidina, que é incompatível com qualquer cabelo claro ou produtos que tenha base de amônia. O problema veio um tempo depois, quando mudei de ideia e queria fazer Ombré.

Meu cabelo reprovou no teste umas três vezes. Desisti. Mas resolvi que ia ficar morena e com cabelão enquanto desse. E foi bom, gostei demais dessa fase.


Passei um bom tempo morena, e eu amava meu cabelo. Só que depois de tudo o que aconteceu comigo, achei que era hora de me dar um novo visual. Eu estava gostando tanto da minha morenice, que tinha decidido fazer banho de petróleo, que deixa o cabelo pretinho e brilhoso. Mas, conversando com o cabeleireiro, ele me explicou que jogar tinta escura no cabelo era um caminho sem volta, porque depois fica muito difícil de clarear de novo.
E eu fiz um processo chamado balaiagem. Que são mechas na parte de cima do cabelo. O resultado ficou bem parecido com luzes.


Eu ainda estou me adaptando. Confesso que achei bonito, mas ainda acho muito esquisito em mim. Mas mudar é isso: abrir mão de uma coisa pra ter outra. Meu cabelo ainda não está do jeito que eu sonhei, mas aos poucos eu chego lá. Por enquanto não tenho vontade de ser mais loira. Mas não se sabe o amanhã.

Hidratei muito meu cabelo em todo esse tempo. Um processo químico desgasta demais o cabelo, mesmo que o outro demore. Se eu gostasse do meu cabelo natural, eu o deixaria natural. Da mesma forma que se um dia eu sentir vontade de deixar ele cacheado, vou cachear sem problema algum. Eu sou a favor do que nos deixa melhor.

O lado chato disso tudo, é que você vira "refém" do seu cabelo. Você sempre precisa fazer algo quando a raiz cresce e processos químicos não são legais de fazer. Então se você pensa em fazer qualquer química no cabelo, pense bem, e procure um profissional capacitado. Antes gastar um pouco a mais e ter um bom resultado do que fazer em casa e seu cabelo estragar depois né?

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Sobre ser um criador de conteúdo


Eu estudo arquitetura desde Agosto de 2012, embora eu já tenha contato com cursos de arquitetura bem antes disso. Em 2009 comecei um curso de técnico de Edificações, mas depois troquei por Design de Interiores. Achei mais colorido, gostei da ideia de criar algo, e estou nessa vida de criadora até hoje. 

No ensino fundamental, estudei numa escola que em cada bimestre trocávamos de matéria. Eramos obrigados a passar por música, teatro e artes. No último podíamos tentar escolher algum pra fazer. Nos quatro anos que estudei lá, tentei teatro. Não consegui em nenhum. Como não levava jeito pra tocar flauta, acabava escolhendo por artes. 

Parece um absurdo o que eu vou falar agora, mas eu detestava a aula de artes. Lembro que tentávamos copiar alguma obra famosa e a busca pela perfeição me tirava do sério, mas ainda assim eu ia bem com artes. 

No primeiro ano do ensino médio criei meu primeiro blog. Eu escrevia histórias bobinhas que eu adoraria que acontecessem comigo. Eu gostava da ideia de ser a criadora daquilo que eu gostaria de ver, mesmo que só pra mim. 

O tempo passou e eu arrumei novas formas de me entreter. Conheci novas pessoas, que me apresentaram novos mundos, ideias e que acabaram influenciando na minha forma de ver as coisas. Mas eu sentia falta de escrever alguma coisa, algo que eu não sabia o que. 

Ser um criador de conteúdo é muito mais do que escrever qualquer coisa. Você cria todo o tempo: o caminho da sua casa, a playlist que vai escutar, a agenda que vai seguir, os livros que vai ler, a forma como vai estudar e outras milhões de coisas. Criar é juntar coisas que já exitem, em conjuntos que não existem. Acontece que de vez em quando você muda os rumos, você cria uma nova forma de ver as coisas, e às vezes dá certo. 

Meu primeiro projeto na faculdade foi péssimo. Não desmerecendo meu trabalho, mas eu não consegui encontrar nele um lugar que eu quisesse visitar. Meu último projeto foi uma casa de Container, e nossa, eu amaria que aquela casa fosse real e eu pudesse morar nela. E a mesma coisa aconteceu com eu TCC de Design. Eu vivi aquela loja com toda a minha imaginação. Me encontrei em cada detalhe. 

Eu ainda não aprendi muito sobre ser uma criadora de conteúdo. Escrevo com meu coração, desenho quando me dá vontade e projeto adequando o que eu preciso com o lugar que eu gostaria de estar. Não sou a pessoa mais criativa do mundo, mas a cada dia que passa tento fazer algo para que meu mundo seja um pouco mais da forma como eu gostaria.

Onde eu quero chegar com isso tudo? Todos somos criadores de conteúdo, só não sabemos do que, ou não levamos tão a sério. Eu escolhi arquitetura, mas poderia perfeitamente fazer publicidade, moda ou fotografia, porque eu gosto de criar, seja lá o que for.

Se você quer ser um criador de conteúdo, comece criando para você. Um caminho, um lugar, uma história, o que gostaria de viver. Um dia o mundo descobre sua criação, ou se não descobrir, pelo menos o seu mundo ficou um pouco mais você. 

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Fotografando a Avenida Paulista em Preto e Branco


Penúltimo dia de férias, e São Paulo me presenteou com o dia mais frio do ano. Mínima de 11ºC, máxima de 13ºC, e sensação térmica de 5ºC. Um dia perfeito pra ficar em casa vendo filme embaixo do cobertor. E era isso mesmo que eu tinha decidido, só que ia trocar o filme por um livro. 

Estou no finalzinho de Extraordinário, e no meio de Cidades de Papel. São livros bons, mas não são a leitura que eu mais preciso nesse momento. Quero coisas novas, diferentes. Dei uma pesquisada na internet e achei um com título interessante. Liguei na Saraiva mais perto da casa dos meus pais, e eles me falaram que só tem o livro à pronta entrega em Manaus. É, não ia ter como eu comprar o livro na Saraiva. 

Liguei na Livraria Cultura e eles me disseram que tinham em estoque. Meus olhos brilharam, e logo eu fui virando camadas e camadas de casacos. Livro comprado, hora de turistar um pouco. Andar à toa mesmo. Não existe lugar mais São Paulo que a Avenida Paulista, e, cá entre nós,  como eu estava com saudade de lá. 

Quando eu converso com alguém de fora, as pessoas imaginam São Paulo imensa, alta e cinza. Ontem choveu o dia inteiro aqui na terra da garoa. São Paulo é nada mais nada menos que um mar de prédios, e eu não consigo nem ter ideia da sua imensidão. Tudo isso somado ao dia mais frio do ano, achei que as fotos mereciam um estilo black&white. 




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