Não se apega, não

Quem me acompanhou nos últimos tempos, percebeu que eu andava um pouco desanimada com as coisas que aconteceram comigo. Passei por alguns problemas, umas decepções, e passado o meu "Maio cinzento", tudo o que eu pedi pra Junho era um dose de ânimo e desapego.

Foi quando vim pra São Paulo, e fiquei numa espécie de montanha russa: ora Kamila bem, ora Kamila mal. Tenho uma pilha de livros pra ler, todos parados lá pela página 100, que eu desanimava sempre quando via histórias de amor improváveis pro meu momento despedaçado.

Uns dias atrás, fui numa livraria atrás de "Fazendo meu filme" da Paula Pimenta, por recomendação de uma amiga, e nas andanças da livraria achei o "Não se apega, não" da Isabela Freitas. Confesso que fiquei com medo de ser mais uma história dessas que me desanimariam, mas achei a moça da capa simpática jogando o coração fora, e me sinto exatamente como ela. Resolvi levar pra casa. 


Da minha lista de livros, ele era o último a ser tocado. Tentei Cidades de papel, Fazendo meu filme, As vantagens de ser invisível e destrua esse diário. Acabei desanimando com todos, e resolvi tentar "Não se apega, não", que li inteirinho, e amei. 


O livro conta a história da Isabela, de 22 anos que acabou de terminar um namoro de dois anos com o "partido perfeito", e suas histórias do passado e presente, mostrando que no fundo o que precisamos é amar a nós mesmos e ir atrás do que nos faz feliz. 

As pessoas se apegam demais a histórias sem futuro pelo medo de ficar sós. E elas se esquecem que precisam ser felizes sozinhas. Que as pessoas são 100%. Não precisam de complemento. 

Gostei de acompanhar a história da Isabela, mas muito mais das lições que o livro deixa. Qualquer hora faço um post falando só do texto, o que vocês acham?


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As grades da mente e suas consequências em mim



Durante grande parte da minha vida tive um histórico de desentendimentos com meu pai. Ele é machista extremo, me criou na tentativa de que eu me fechasse no mesmo mundo que ele. Fiz poucas coisas que adolescentes realmente fazem antes dos 18 anos. Viagem com meus amigos e festas de 15 anos foram coisas da minha imaginação.

Por essas e outras coisas, insisti tanto em sair de casa quando pude. Nunca fui uma menina inconsequente, nunca cheguei bêbada em casa nem namorei mil caras pra que meu pai confiasse em mim. Mas por algum motivo, meu pai nunca acreditou em mim, e, desculpe o desabafo, mas me magoa muito isso todos os dias.

E foi assim durante uma grande parte da minha vida: eu lutando por coisas que meu pai me disse que nunca ia conseguir. Foi assim quando queria estudar Arquitetura ou passar numa Universidade Federal, foi assim todas as vezes que comecei alguma atividade física ou dieta, ou quando comentei sobre namorar: incentivo zero e pessimismo extremo.

Hoje, como vocês sabem eu estou estudando arquitetura numa universidade federal, mas ainda tenho muitas vontades que não recebo incentivo nenhum. Sonho em fazer um intercâmbio, viajar pra fora, mas por enquanto são coisas completamente impossíveis, já que eu dependo financeiramente do meu pai, que nunca apoiaria a ideia.

O que eu mais gostava quando trabalhava era a possibilidade de fazer as coisas que eu queria. Fazia academia, e estava juntando uma grana pra viajar. Mas minha fobia em sair de casa me fez ir pra Federal. Não reclamo, foi a melhor coisa que aconteceu pra mim, mas acabei só transferindo o problema de lugar. Antes eu não tinha a chance de fazer o que eu queria, mas tinha a oportunidade de conseguir. Hoje, eu posso fazer o que quero, mas não tenho chances de conseguir. Pelo menos não nos próximos 4 anos.

De vez em quando eu fico triste, porque sei que todo o incentivo que eu nunca recebi, meu irmão mais novo recebe. Fico contente por ele, mas triste por mim. Tem dias que me pergunto se fiz algo de errado, mas sei que não fiz. Então esquentar a cabeça por que?

Porque eu não desisto de realizar meus sonhos.

Não me conformo com o fato de eu ter o mundo inteiro e não poder ter acesso a ele por mentes arcaicas. Não aceito as imposições que colocam sobre mim. Não aceito rótulos prontos. Não quero ser uma pessoa que toma antidepressivo. Eu não me perdoaria jamais por ter desperdiçado minha juventude sem histórias ou sem fazer o que eu gostaria de me lembrar.

Quero lembrar que tudo tem um começo. Tudo na vida que acontece de verdade tem uma primeira vez, um primeiro dia. Em alguns casos o melhor, em outros o mais difícil. Mas precisa de um pontapé inicial. Não adianta sentar e esperar as coisas acontecerem. Você tem que ter atitude o suficiente pra fazer acontecer.

Fazer acontecer. A chave que eu preciso é fazer acontecer.

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Trilha no Pico do Itacolomi em Ouro Preto


Eu moro em Ouro Preto desde Outubro, mas ainda não conheci todos os pontos turísticos da cidade. E por se tratar de um cidade tão conhecida, acho legal fazer alguns posts com lugares legais pra ajudar quem for visitar a cidade não é?

Eu fiz a trilha no Pico do Itacolomi no feriado do dia 01 de Maio. Já fazia um bom tempo que eu não ia num passeio assim, e pela minha (falta de) forma, sofri um pouco. É uma trilha intensa, com vários pontos difíceis, mas vale a pena.


O Pico do Itacolomi é uma formação rochosa que divide as cidades de Ouro Preto e Mariana. Está situado na Serra do Espinhaço, há 1772 metros de altitude. A trilha pode ser realizada por dois caminhos: o dentro do Parque Estadual do Itacolomi, e por fora, numa trilha alternativa.

Fui num grupo de oito pessoas, e a maioria já tinha realizado a trilha antes, então fomos pela trilha de fora e voltamos pela trilha do parque. A primeira é mais íngrime, mas a segunda é mais longa (Aproximadamente 12km).

O que eu mais gostei em toda a trilha foi a vista. Ver a cidade ficando pequenininha, e depois as diversas plantas diferentes, cachoeiras, e principalmente a vista final. Tudo tão diferente do cotidiano, que aí percebemos a nossa pequenez.


Algumas dicas pra quem pretende fazer uma trilha:
  • Leve lanches que te satisfaçam. Salgadinhos e bolachas não são boas opções. 
  • Leve o máximo de água possível. Levei 1,5L e passei sede.
  • Leve Álcool Gel. Não é sempre que tem cachoeira ou qualquer lugar pra lavar as mãos.
  • Protetor solar e repelente são fundamentais. Mesmo frio ou calor.
  • Leve roupa de frio. Não precisa ir como se fosse pro Everest, mas uma boa blusa de frio cai bem.
  • Cuidado nunca é demais: leve uma caixinha com os principais remédios e kit primeiros socorros.
  • Não leve coisas desnecesárias. O peso da mochila faz diferença durante a trilha.
  • Vá com um Guia que conheça o local.
  • E principalmente, bom humor e disposição pra um dia de aventura 












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Meus anos 90


Ontem a noite, fui num restaurante temático. Ele era todo decorado com brinquedos antigos. No começo achei meio macabro, todos aqueles brinquedos antigos em luz baixa, mas depois comecei a reparar cada um: Mônicas, Família Dinossauro, Fofão, Jogadores da seleção de 1998 na promoção da Caçulinha, Fofão, Simpsons, Batman, Superman, tv antiga....


Juro que eu fico me perguntando do que as crianças de hoje vão lembrar no futuro, de algum aplicativo?

As crianças de hoje em dia que me perdoem, mas eu tenho a leve impressão de que a melhor infância do mundo aconteceu pra quem nasceu nos anos 90. Era o início das tecnologias que somos escravos vivemos hoje, e o mundo passava por uma série de mudanças que mudava nosso cotidiano.  Por isso, em homenagem aos bons momentos que tive nos anos 90, aviso desde já que esse post pode causar sintomas de nostalgia pra quem está chegando, ou já tem seus vinte e poucos anos.


Alô, Alô, Planeta Terra chamando, Planeta Terra chamando...

Vem pra capsula do tempo, onde o celular não existia, e as fichas de orelhão viviam no bolso. Quando você fugia do Biotônico Fontoura e vivia pedindo Ki-suco ou Quick, quando assistia Castelo Rá-Tim-Bum ou Tv Globinho. Merthiolate ardia e o ban-daid  era colorido. Meninas brincavam de boneca e os meninos de Tazzo. O mundo musical era inundado de LP e você mesmo gravava suas fitas. Papai tinha cheque e a sensação do momento era o Game boy. Bubaloo, Tamagotchi, negativo de foto, Gibi, Papel de carta, maquina de escrever, push pop, pirulito com açucar e filme da Disney em fita cassete faziam parte do seu cotidiano. E quem não pirava nos brinquedos da Estrela?


Tinha propaganda da Parmalat com animais que viraram bichinhos de pelúcia, Chiquititas de verdade, É o Tchan era sucesso, e todos jogavam Super Nintendo. Kinder Ovo era um real, as gravações eram em fita K7 e as pessoas ligavam pras rádios pra pedir alguma música. Tinhamos a mochila da estreia da Recreio. Ter um caderno ou fichário cheio de lembranças, ganhar ou mandar um cartão (tinha aqueles cantantes e piscantes hahah), mandávamos cartas de metro, liamos gibi da turma da mônica e vimos a estréia de Rei Leão, e infelizmente o fim dos Mamonas Assassinas. Ah, e também colecionávamos tampinhas pra trocar por todas as coisas possíveis.


E tudo isso me trás uma nostalgia gostosa, uma sensação de valeu a pena, e uma saudade imensa daquela época. Não que aquela época fosse mais fácil, mas a vivemos muito mais com as pessoas do que hoje, com tantas tecnologias. Vivemos pequenos prazeres que mudaram completamente a nossa forma de ver o mundo. E no fim, tudo passou tão rápido né?

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100 Happy Days



Se você me segue há um tempo no instagram ( @kamila__gomes) deve ter notado que durante uns 30 dias usei a hastag #100HappyDays em algumas das minhas fotos. Se trata de um desafio bem simples: postar uma foto por dia com a tag #100HappyDays durante 100 dias seguidos. Se trata de um desafio à correria do dia a dia, e como ser feliz no meio disso tudo.


Fiz parte da estatística dos 71% que pararam o desafio. Na época, descobri que estava com dois nódulos no seio e entrei em desespero, achei melhor abandonar o desafio enquantonão tivesse uma resposta positiva. Agora (finalmente) posso afirmar com certeza de que eles são benignos, e estou firme e forte para recomeçar o desafio!

Você pode documentar o que quiser no desafio: desde uma festa, uma saida com os amigos, uma viagem legal, uma comida gostosa, o ingresso do cinema... não importa, o que vale é documentar algo que tenha te deixado feliz naquele dia!

É um desafio pra você ver aquilo que te faz feliz, e não pra se mostrar pros outros. Imagina só quando chegar no #day100, quantas coisas legais você vai ver que viveu nos últimos tempos? Eu vejo o desafio como uma forma de notar as pequenas coisas que nos faz feliz e agradecer por elas.


E aí, animou? Você pode fazer por conta própria ou dar uma olhada no site #100HappyDays e fazer um cadastro rapidinho. Meu desafio recomeça amanhã, pra me acompanhar é só ir no instagram @kamila__gomes, e se for fazer, dá uma passada lá e deixa o seu comentário pra eu poder acompanhar o que te faz feliz todo dia :)

Que tal? Te vejo no #100HapyDays?

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Como usar botas de cano acima do joeho


O outono já está no finalzinho, e cada vez mais as pessoas saem com looks mais com cara de inverno. Uma das apostas pra esse ano são as Over Knee Boots, ou as botas de cano longo, acima do joelho. Conheço algumas pessoas que acham as botas assim escandalosas demais ou difíceis de usar, mas eu como adoro qualquer acessório mais escandaloso, acho essse modelo de bota super simpático.

Como elas chamam muita atenção, formam bons looks principalmente com shorts, saias, vestidos e meia calça. Elas também podem ser usadas com calças e leggings, mas os looks que mesclam com peças de verão ficam mais harmônicos com as botas de cano altíssimo.







Passei em algumas lojas de departamento, confesso que não vi muitos modelos, mas encontrei as queridinhas na C&A, Renner e Marisa, com preços entre R$ 179 a R$ 250, em materiais diferentes como camurça ou couro sintético, e alguns modelos apresentam uma "dobra" que permite que a bota seja altíssima  ou fique abaixo do joelhos.

O que vocês acham desse modelo de bota? Quem aí tem coragem de encarar?

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A primeira fuga do mês


Não era esse o post que eu gostaria que fosse publicado agora, mas ando com uma dificuldade imensa de terminar meu último texto. E como eu voltei a escrever no blog na tentativa de resolver algumas questões pessoais, acho válido escrever um pouco da minha rotina de vez em quando, até mesmo pra perceber minha evolução. Pois bem.

Lembra que em Maio eu andava meio pra baixo? No final do mês eu resolvi que ia pra São Paulo dar uma esquecida nos meus problemas daqui. Fui na sexta feira e cheguei segunda. Comecei a viagem super animada: tinha uma festa pra ir, e ia rever alguns amigos. Pena que minha alegria durou só até desembarcar em Guarulhos, quando me toquei que sem metrô e sem ter um carro fica quase impossível chegar do outro lado de São Paulo em um tempo razoável, ainda mais em dia de chuva. Acabei desistindo. Por um lado foi bom que acabei descansando. Por outro foi ruim, primeiro porque perdi a festa, depois porque percebi que eu não ando mais tão animada pra festas como antes.

Tirei o sábado pra resolver algumas coisas pendentes. Do tipo: levar algumas coisas pro sapateiro, costureira, estudar e no final do dia levei meu irmão pra tomar sorvete. Apostei com ele quem ia terminar o álbum da copa primeiro. No fim, acabou sendo ele e achei melhor já pagar a aposta.

Pois é, agora vem o meu domingo. Domingo em Junho é sinal de festa junina. Segui minha tradição e fui na festa do meu antigo colégio da época do fundamental. Acaba sendo um motivo pra reencontrar o pessoal, eu não perderia por nada.

Minha primeira sensação ao ver meus amigos foi de choque. Não briguei com ninguém nem eles estavam estranhos, mas todos estavam acompanhados. Foi mais esquisito do que qualquer coisa. Brincava com eles ali há anos atrás, e o tempo passou tão rápido que lá estavam todos os meus amigos acompanhados, e me bateu uma sensação de medo.

Não medo de estar solteira, mas medo de não ter mais minhas amigas pra sair comigo, ir pra festas, esse tipo de coisa que quem está namorando para de fazer. Acho que o que me deixou mais chateada, foi tentar explicar isso pra elas e elas entenderem que eu fiquei triste por não ter um namorado. Depois disso acabei desanimando e voltei pra casa mais cedo. Sem ressentimentos.

Minha primeira fuga do mês acabou assim. Voltei pra Ouro Preto na segunda feira de manhã, e meio a uma São Paulo sem metrô, um completo caos. Tive uma boa semana, um bom começo de copa, e cá estou já  na minha segunda fuga do mês, mas esse fica pro próximo post.




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Te Ame


O texto de hoje é um conselho de amiga. Daqueles que você já cansou de falar pra sua amiga cega de amores e ela não escutou. Então, o texto de hoje é um conselho. (Talvez sirva pra você, ou pra sua amiga que esqueceu de te escutar)

Amar é algo profundo demais. Faça o favor de não usar essa nobre palavra com qualquer rapaz, mas isso você sabe. Sabe quando é fogo, quando é paixão e quando é amor. Quando é fogo é fácil. O fogo apaga com o tempo, ou com um banho de água fria. A paixão é o fogo com um pouquinho de sentimento, ou um quê de quero mais que o fogo deixou. O fogo existe sem a paixão, mas a paixão não existe sem o fogo.

A real confusão começa quando você começa a se apaixonar demais. Você se acostumou com essa paixão frequente, aquela mensagem de boa noite, ou saber que tinha alguém ali quando precisasse. Você se apegou, e se apegar é o caminho pra amar.

E aí você cai do cavalo.

Eu acredito que o amor nasce com o tempo. Não que exista uma data, mas não existe amor à primeira vista. Existe fogo que vira paixão. Mas amor não. Quando se ama, você leva o pacote completo de defeitos como se fosse a melhor promoção de todos os tempos, com um sorriso no rosto. Mas vamos voltar onde paramos, no apego.

Vivemos num mundo que preza pelo desapego coletivo. Alguns parecem verdadeiras maquinas incapazes de expressar qualquer sentimento (inclusive eu, algumas vezes). Outros vivem atrás de uma rocha com medo de se machucar. E tem aqueles que arriscam e caem ou o que todos querem: o que arrisca e "dá certo". O que na verdade é só o começo de uma jornada que é ter uma relação com alguém.

Não sou a favor do desapego coletivo, nem de todos acorrentados em alianças: sou a favor do que te faz feliz. No meio de 7 Bilhões de pessoas no mundo, você vai achar alguém que pensa igual você. Só que talvez não seja hoje, nem amanhã. Você precisa ter paciência.

E agora vem o que sua amiga cega não gosta de ouvir: você precisa partir. Adianta gostar de um cara que só lembra de você quando te vê ou num sábado a noite quando a noite dele não saiu do jeito que ele esperava?

Moça, se valoriza.

Se dá uma chance de sair desse sofrimento ilusório. Aceita que não vale a pena. Se uma coisa te faz mais triste que feliz, é hora de deixar partir. Guarda o que foi bom, mas deixe ir. Ninguém merece viver de ilusão ou numa pseudo-realidade. Eu sei que dói. Mas vai doer muito menos se você aceitar a realidade e passar adiante.

Se da uma chance pra recomeçar. Pra conhecer novas pessoas, fazer novos amigos. Conhecer lugares novos, fazer coisas que te faz feliz. Viva. Comece uma nova atividade, um curso diferente. Se puder viajar, viaje. Faça coisas que te façam viver.

Dá uma chance pra você mesma recomeçar. Comece se amando.

Depois, o tempo vai passar e você vai ver que era só um parágrafo de uma história que precisava começar daquele jeito, e que isso não é a história inteira, essa é o que está por vir. Então fica aqui o meu conselho: Te ame.

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O que usar na festa junina?



A época mais linda do ano começou, e com ela a festa mais legal do ano: quadrilha, comidas legais, jogos divertidos, fogueira, tudo junto e misturado. Quando eu era criança, adorava escolher um vestido todo caipira pra desfilar na quadrilha. Hoje em dia, acho que os vestidos caipira ficam melhores nas crianças, mas acho legal usar algo que lembre a época. Acho legal usar as blusas xadrez, saia, botas...e complementar com algum acessório junino, como chapéu, ou um penteado diferente. O divertido é ser diferente!









*As imagens foram tiradas da internet. Se alguma delas for de seu direito, favor entrar em contato

Inspiração já tem, agora é só pular a fogueira e cantar o São João e correr pras barraquinhas! =)

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O que faz você feliz?




Dormir mais cinco minutinhos, abrir uma encomenda dos correios, dançar sozinha no quarto, cantar no chuveiro, comer um X-tudoemaisumpouco num sábado a noite, ficar à toa no mirante da UFOP, achar passagem barata pra casa, ir numa festa e me acabar de dançar, ir pra casa da minha vó, receber um beijo roubado, uma surpresa qualquer hora, tirar uma foto legal, chorar de emoção no final de um livro, assistir filme no cinema com pipoca amanteigada, jogar boliche com os amigos, fazer um strike, ter inspiração pra escrever, fazer um prato e ficar gostoso, dormir na chuva, achar uma série que me prenda, poder ficar na cama domingo de manhã embaixo de três camadas de cobertor, abraçar minha mãe, brincar de quem sou eu com meus amigos, comer uma barra inteira de chocolate ao leite sem culpa, inventar uma gororoba nova com o que tem em casa e ficar gostoso, receber um elogio do meu pai, achar uma promoção fantástica, soprar no frio e sair "vento" da boca, saber que consegui ajudar alguém, comer biju com ovo que meu pai faz sábado de manhã, receber mensagem de bom dia, melhorar de uma gripe, pular numa piscina, tomar sol na praia, jogar video-game com meu irmão, escutar uma música antiga que eu nem lembrava mais, viajar de avião, jogar baralho com meus amigos, ver meu melhor amigo recuperado e bem, passar numa prova difícil, passear no shopping com a minha mãe, comer comida japonesa, cantar Faroeste Caboclo, passear pela Av. Paulista à toa, frappuccino de chocolate do Starbucks, torrada com orégano da minha tia, receber um cartão postal, receber um comentário no blog, o céu estrelado de Ouro Preto, dormir de conchinha, dormir numa rede, escutar "Só FaltaVocê" no carro do meu pai, fazer cafuné, me apaixonar, revelar fotos, usar batom vermelho, 14 de Julho, achar alguma velha roupa legal, passear no Museu do Ipiranga, ler as cartas que eu já recebi....


e principalmente, saber que tem mais coisas que me faz feliz do que triste.

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Vinte anos

Ter vinte anos me assusta. É desesperador pensar que os próximos anos vão decidir grande parte da minha vida: o início da minha carreira, a possível estabilização da minha vida amorosa, meu amadurecimento como pessoa. É bizarro ver as pessoas que cresceram com você casando ou tendo filhos, vivendo a vida que parecia tão distante há um tempo atrás.

Eu tenho medo de ser adulta antes de conseguir meus sonhos de adolescente. Vivo uma espécie de corrida contra o tempo pra realizar as coisas que sempre quis e não deixar passar as coisas que ainda estao por vir. Não que eu não possa inverter as ordens, mas algo me cobra pra fazer isso agora. 

Hoje eu vivo uma espécie de adolescência responsável. Aprendi a beber, mas de vez em quando passar da conta faz bem. Aprendi também que festas só são boas quando as pessoas que te cercam te fazem bem. Metade das pessoas de uma festa são superficiais e não querem te conhecer de verdade, mas se encantaram pelo que imaginam que você é. Depois dos vinte isso fica bem claro na sua cabeça. 

Depois de quebrar a cara amando loucamente, não que você ame menos depois dos vinte: mas aprende a se proteger do que te fez mal. Aprende a se iludir menos e se surpreender mais. E quando você se da conta disso, percebe que não tem mais tanto pique pra viver tantos rolos, e começa selecionar o que vale a pena continuar vivendo. 

Você olha pro seu mural de fotos e vê que coleciona mais momentos e mais saudade. Alguns vão sumindo pro tempo, outros se mudaram pra longe, e a cada dia que passa, se distância mais de tudo aquilo que você viveu em cada foto. As festas de 15 anos, a formatura do colégio, o começo da faculdade... 


...e estar a cada dia mais perto de virar seus pais. Você entende um pouco de política e enfrenta o trânsito todo dia. Busca um trabalho que supra suas vontades e que de pra equilibrar com a juventude que há dentro de você.

Sabe, ter vinte anos ainda me assusta. Ainda ontem o tempo parecia passar tão devagar, e agora, praticamente voa. Mas de uma coisa eu tenho certeza: o melhor da minha vida é agora, afinal, as melhores lembranças da vida acontecem com vinte e poucos. 

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